POEMAS : ( O ) JENÁRIO DE FÁTIMA


"Borboletas são pequenos fragmentos
 coloridos e encantados que se soltam 
de um poema escrito por Deus para encantar o mundo!"

Elzira Coutinho


(( 001 ))

(( 001 ))

 

Poetas Poemas Poesias

· 24 de setembro de 2012 · 

 

FILHOS

* Jenario de Fatima *

Dos planos... Dos projetos... Dos esboços...
Dos sonhos que um dia nós fizemos.
De tudo que a nós mesmos prometemos,
As vezes com enormes alvoroços...

Ficaram os filhos... os filhos nossos
A única coisa boa que tivemos
Porque o resto, tudo já perdemos
Nesse nosso mundinho em mil destroços.

Por isso sempre a cada nova briga
Algo bem mais se firma e se arraiga
E dela se escapar jamais podemos.

Se nossos destemperos vão e vem,
Eles merecem mais que os pais que têm
... E nós é que jamais os merecemos...


(( 002 ))

(( 002 ))

 

Poetas Poemas Poesias

· 28 de setembro de 2012 · 

 QUANDO FLORA O IPÊ

* Jenario de Fatima *


Como é bonito ver o ipê que flora,
Pelo cerrado neste mês de agosto.
Com tanta seca, tanto cinza exposto
E tanta aridez pelo campo afora,

O Amarelo-Roxo, abre, revigora
Feito um doce alento a bater no rosto
Como se Deus ali tivesse posto
Um sopro de vida, num mundo que chora.

Vendo o cerrado, penso agora em mim!
Ando distorcido, ando tão descrente
Como há muito tempo, não me via assim.

Mas minha cabeça, esperançosa vê,
Que no meio de tudo in-sis-ten-te-men-te,
...Flora bem distante... Pequenino ipê...


(( 003 ))

(( 003 ))

 Poetas Poemas Poesias

· 11 de outubro de 2012 · 

 

AH!...O AMOR...

* Jenário de Fátima *


O amor, às vezes, chega de mansinho
e vai tomando todos os espaços.
Enche de risos nossos rijos traços
Cobre de luz o breu de nosso ninho.

Ao retirar as pedra do caminho...
Dá segurança que nos guia os passos.
Inebriados, nossos olhos baços,
só enxerga as rosas e nunca espinhos.

Até que um dia, sem nenhum aviso
ele se vai sem ter qualquer razão
levando a cor, a luz, o passo, o riso

deixando a vida sem nenhum sentido
e ainda aquela triste sensação
que era melhor não tê-lo conhecido.


(( 004 ))

(( 004 ))


Poetas Poemas Poesias

· 13 de outubro de 2012 · 

 

COLO

* Jenario de Fátima *


O choro prolongado da criança
Me acorda. A noite é muito...muito fria.
Lá fora o vento bate, rodopia
Nas frestas da vidraça, que balança.

Aí faço uma viagem na lembrança,
A um tempo, que se noite assim havia,
Mamãe se levantava...me cobria
Naquela sua forma terna e mansa.

Por que será que um dia nós crescemos?
Por que será que o tempo leva embora,
Momentos de ternura que tivemos?

Divago... nos cobertores me enrolo.
Que bom!... pois a criança não mais chora!
Eu só, que fico assim!...querendo colo.


(( 005 ))

(( 005 ))

14/04/2020  POETA/ PORTAL/ RECANTO/ AMIGOS

Poetas Poemas Poesias

· 19 de novembro de 2012 · 

 DORES DE AMOR

* Jenário de Fátima *

Dores de amor é mal que não se evita,
Que não se corta, mal que não se doma.
Quando acontece, rouba, furta, toma
Toda alegria que num peito habita.

A partir dele tudo se conflita.
Tudo embolora, tudo perde o aroma.
Um mal que chega e ao primeiro sintoma
Um caos se desmorona n´alma aflita

Somente o tempo a este mal dá cura,
Mas entrementes, cola em nossos traços,
Profundas rugas, marcas da tortura,

De quando a dor delimitava espaços,
E quando sai deixa a triste figura,
De muitos sonhos feitos aos pedaços


(( 006 ))


((006))

Poetas Poemas Poesias

Página curtida · 10 de setembro de 2013 · 

 

NUNCA MAIS...

*JENARIO DE FATIMA*

O amor é sempre cheio de segredos.
Coberto de tão doce Fantasia.
Escorre as vezes pelos vãos dos dedos
quando prendê-lo era o que se queria.

As vezes té parece algum brinquedo
destes que só duram por um dia.
E quase sempre tem um doce azedo
quando em mais frágeis ele se refugia.

Porém o amor em formas verdadeiras,
o qual se sonha todos os casais,
que vai além das regras costumeiras.

das coisas tão comuns e tão normais,
este que vale pela vida inteira.
só chega uma vez... E nunca mais!


(( 007 ))

(( 007 ))

Ana Marisa Lima

22 de dezembro de 2013 · 

 

SEREMOS IMORTAIS

Mírian Warttucsh


O meu poeta já ficou grisalho?
Não é do tempo que já se passou..
Como já disse, um dia, "O Caboclinho":
Foi a lua quem beijou e prateou...

Faltou dinheiro para o meu poeta?
Ele não liga e nem dá importância.
O que lhe importa são os seus sonetos
Que agora faz comigo, em consonância.

Nós somos ricos, assim, em emoção,
Se unimos rimas em nosso coração..
Fazer poemas de amor,nossa paixão maior!

Como curtir uma emoção, sabemos nós, de cór...
Ao sonhar que um dia, sejamos imortais...
Quem é que vai ligar pra bens materiais?


(( 008 ))

(( 008 ))

Dores de Amor - 

Jenário de Fátima

 

Dores de amor é mal que não se evita,
Que não se corta, mal que não se doma.
Quando acontece, rouba, furta, toma
Toda alegria que num peito habita.

A partir dele tudo se conflita.
Tudo embolora, tudo perde o aroma.
Um mal que chega e ao primeiro sintoma
Um caos se desmorona n´alma aflita

Somente o tempo a este mal dá cura,
Mas entrementes, cola em nossos traços,
Profundas rugas, marcas da tortura,

De quando a dor delimitava espaços,
E quando sai deixa a triste figura,
De muitos sonhos feitos aos pedaços.

Jenário de Fatima


(( 009 ))

(( 009 ))

 04/010/02020 PORTAL

Ah!... O tempo

 

O tempo é igual areia

Que escorre nos vãos dos dedos

Às vezes vem alardeia

Para que tenhamos medo.

 

Mas logo dá volta e meia

Nos encanta em mil segredos

E traz junto a lua cheia

Sobre a copa do arvoredo...

 

Porem sempre tem um drama.

Se estamos com quem se ama

Ele é veloz esvoaça.

 

Mas se esse alguém vai embora

A saudade nos devora,

E o tempo nunca passa.

 

Jenario de Fatima



(( 010 ))

(( 010))

08/03/2021 PORTAL / AMIGOS 

Alma de mulher

 

O que mais entristece uma mulher,

Não é a luta árdua, o dia a dia.

Não é dos filhos ouvir a gritaria,

Não é só dormir na hora que der...

 

O que mais entristece uma mulher

Não é o morrer de um sonho ou fantasia

Não é se ter,  do lado a companhia

Que nem repare naquilo que ela quer.

 

O que mais entristece uma mulher

É ver o tempo de um jeito qualquer

Aos poucos lentamente ser perdido

 

E que às vezes mesmo tão cansada

Ela se sente alguém sem fazer nada

Que poderia ser mais do que tem sido.

                                                                               

Jenario de Fatima



(( 011 ))

(( 011 ))

Doces bruxos

                                                              

Porque os poetas constantemente,

Quando riscam seus versos e os escrevem.

Parece que saciam e se servem,

Das coisas que vão lá dentro da gente?

 

Tomam o interior da nossa mente

Sem que ninguém os vejam e observem

Escolhem aquilo que acham e devem

E vão contando tudo abertamente?

 

Quantas vezes, por entre as linhas tortas

De um bruxo destes que se diz poeta,

Vemos algumas coisas nossas mortas,

 

Como um amor, sonho ou esperança finda.

Algo que nos machuca e nos inquieta

Mas no entanto vamos ler, reler ainda?

Jenario de Fátima

11/12/07 23,30 hs


(( 012 ))

(( 012 ))

01/04/2021 PORTAL / AMIGOS 

DESPERDÍCIO

 

Jenário de Fátima

 

 Como é doido tanto amor no peito.

Guardado a espera de que alguém o queira.

Preso, estocado pela vida inteira

Armazenado sem nenhum proveito.

 

Porque será que é sempre deste jeito?

Porque será que justo quem mais ama,

Quem tem o amor como uma ardente chama

Nunca usufrui o que é seu por direito?

 

Porque será que a vida não dá chances

A quem procura tão somente as cenas

D'algum amor igual ao dos romances?

 

Sei não... Só sei que isso tudo finda um dia,

Ao ver que amor assim existe apenas

Nas rimas que um poeta fantasia!



(( 013 ))

Curvas do tempo.

 

. Jenario de Fátima

 

O tempo que nós nunca...nunca temos.

Envoltos sempre em louca correria.

Mistura horas da noite com as do dia

E consequentemente nós nem vemos.

 

Nas danças dos projetos que fazemos,

Seja de qual tamanho, qual valia,

Seja de pés no chão, de fantasia

É sempre contra o tempo que corremos.

 

Assim se passa o tempo, o tempo passa

Tudo se confunde, mistura entrelaça,

Buscando o tempo a fuga pros deslizes.

 

Até que na velhice, nós notamos

Que o que mais importava nós não damos

...Um tempo apenas só pra ser felizes!...

 

. Brasília,25-08-06




http://campodeorquideas.com.br/2/imagens/relogio-lindo.gif

CURVAS DO TEMPO


Jenario de Fátima


O tempo que nós nunca, nunca temos,
Envoltos sempre em louca correria,
Mistura-se horas da noite e as do dia
E consequentemente nós nem vemos.

 

Nas danças dos projetos que fazemos,
Seja de qual tamanho, qual valia,
Seja de pés no chão, de fantasia
É sempre contra o tempo que corremos.

 

Assim se passa o tempo, o tempo passa.
Tudo se mistura, confunde, entrelaça,
Buscando o tempo a fuga pros deslizes.

 

Até que chega um dia e percebemos,
Que a tudo que havia um tempo demos
E não restou-nos tempo a ser felizes!

 

©Jenário de Fatima. Todos os direitos reservados.





(( 014 ))

Coisas simples

 

Jenario de Fátima

 

Gosto das coisas simples, bem singelas.

As coisas tão comuns e tão normais.

Como o rasante vôo que os pardais

Fazem defronte de minhas janelas.

 

Gosto das margaridas amarelas,

As que florescem em todos os quintais,

Onde comparo o colorido delas

Com o que vem das roupas dos varais.

 

Amo a doçura no sabor d´amora.

Me encanta as tardes de leveza infinda,

Por onde a luz crepuscular colora

 

Todo o horizonte numa cor tão linda

Que nos faz crer que ali, naquela hora

A mão de Deus esta mais forte ainda.

 sexta-feira, 11 de abril de 2014


(( 015 ))

COADJUVANTE

 

 Jenário de Fátima

 

Como é doído ver o quanto esquivas

Quando juntos estamos num abraço.

Sinto que sutilmente busco espaço

Em outros pares de feições mais vivas.

 

E disfarçando vou, tua recusa

Amarelando o riso de meus traços,

Enquanto alegremente noutros passos

Tu rodopias pela luz difusa.

 

...Mas se a madrugada esvazia a festa

E se já há dia pelo céu lá fora,

A mim de novo, teu olhar empresta

 

A mim de novo, buscas sem demora

Porque a mim somente um papel resta

...Resta o papel de te levar embora...




(( 016 ))

Canção pra dizer “ Te amo “

Jenario de Fátima

Como pode tudo ser tão complicado.

Talvez eu nunca vá te entender.

Tudo que vem por certo de seu lado.

Tem traduções difíceis de fazer.

 

O meu amor não é amor entrelinhas

E puro e claro como eu sempre fui

Tudo que falo são de emoções minhas

Que cresce, se agiganta e evolui.

 

O digo isso meio a formas claras,

São emoções riquíssimas e raras

Pra que vejas como te gosto enfim.

 

Mas sempre falas, olha vou me embora.

Passou tempo, perdemos a hora

Porem ainda te amo mesmo assim




(( 017 ))

Arribação

 

Jenario de Fátima

 

Sou feito assim, aquela ave migratória.

Devassando a amplidão dos continentes

A procura de uma estada provisória

Onde o inverno seja tépido e mais quente

 

Só que nesta fuga incerta, aleatória.

Sou levado pela força das correntes

E adormeço numa ilha provisória

Crendo ser ali ser morada permanente.

 

Finco as bases da tão desejada casa.

Armo vigas, prendo telhas, tudo urgente

Pra que enfim possa repousar minha asa.

 

Mas o solo é frágil, a casa esboroa e cai

E o desalento do meu peito vem num ai,

Ao me ver alçando espaços novamente...

 26/09/2007



(( 018 ))

ADÁGIO

 

Jenario de Fátima

 

“Porque a esperança é a última que morre”

Tenho pautado a vida a este adágio.

Por entre quem me agride ou me socorre,

Eu vou passando estágio por estágio

 

E se às vezes algo ruim ocorre,

E se um sonho torna mau presságio,

E se uma lágrima o meu verso borre,

E se torna o medo por contágio

 

Eu faço uma oração deste ditado

E nele acreditando piamente

Igual a um velho monge concentrado.

 

Eu sigo calmo... Terno e mansamente

Um facho de esperança delicado.

Que apenas só eu vejo em minha frente.


 

(( 018 ))

ADÁGIO

 

Jenario de Fátima

 





(( 019 ))

Com Quem Sonhas?

 

Jenário de Fátima

 

Com quem sonhas, garota, com quem sonhas?

Quem é que à noite rouba sua mente?

Quem é que adentra seu inconsciente

E vem contigo dividir as fronhas?

 

Por quem clamas, garota, por quem clamas,

Quando o desejo chega de repente

E aquece o corpo de jeito imprudente,

Tornando o bico de teu seio em chamas?

 

Por quem choras, garota, por quem choras,

Se a solidão que te carrega as horas

Quer te levar pr'algum despenhadeiro?

 

Mas sê forte, garota... Anda, sê forte!

Um amanhã virá trazendo sorte,

E, por enquanto, se agarre ao travesseiro.




(( 020 ))

 

Alegria Plena

 

Jenario de Fátima

 

Bom dia moça bonita

Moça bonita, bom dia...

A vida possibilita

Ser de sonho e fantasia

 

Em toda palavra dita

Há sempre a luz que irradia.

Do anjo em que te habita

E que te faz companhia.

 

Por isso moça então cante.

Bote pra fora e espante

O que venha ser nocivo.

 

A vida é bela e tamanha

Que a gente as vezes se apanha

Rindo mesmo sem motivo.



(( 021 ))

Dia da poesia

14 de março

 

Hoje é dia nacional da poesia...

Mas poesia não tem dia ou hora,

Ele acontece quando a alegria

Ou a tristeza vem, nos incorpora...

 

Quando a vida um tanto vazia

Carrega o riso, leva a luz embora.

Quando a alma pinta , tece e cria

Versos de amor, pelas cores da aurora

 

A poesia não é só de versos

Ela tatua, deixa seus impressos

Com uma força as vezes incontida.

 

E ser poeta é qualquer ser vivente

Que se emociona, chora sofre e sente

De tudo aquilo que chamamos vida...

 

Jenario de Fátima




Enleio

 

No amor às vezes nós mentimos tanto,

Que nos tornamos parte da mentira.

E neste engodo a mente ri ,delira

Acreditando em tudo sem espanto.

 

E então como se houvesse algum quebranto,

O falso rodopia...bate...gira

Até que por cansaço ou por encanto,

Uns ares de verdade ele adquira.

 

Mas num amor assim vivemos o medo

O medo que se descubra a verdade

E todo encantamento acabe cedo.

 

E se acaba nos resta a constatação

Do quanto dura é a realidade.

...Se no amor cabe mentira...na dor não!

  

Jenario de Fátima







Dos vãos de minhas janelas

Jenario de Fátima

 

Dos vãos de minhas janelas Enxergo tantos caminhos.

Onde passam moças belas E muitos homens sozinhos.

Passa aves tagarelas Na procura de seus ninhos.

Passam as tardes singelas Na solidão dos banquinhos.


Dos vãos de minhas janelas Eu vejo a rua e a praça

Onde as jovens donzelas Cheias de vigor e graça

Contam aventuras delas Entre risos e arruaças.


Dos vãos de minhas janelas Vejo que tudo entrelaça.

E as nuvens paralelas Viram escura fumaça,

Onde um breu se revela Na chuva que despedaça.

Aqui fico em sentinela Sentindo a dor da seqüela

De um amor que nunca passa. 






 Escolha

 

Houve um tempo, que os duendes e as fadas,

Habitavam entre as flores dos jardins.

E anjos tocavam pelas estradas,

Doces notas, de inquietos bandolins.

 

Nas casas, despensas abarrotadas

Exibiam só fartura;-mesmo assim!

Um anjo de ambições desmesuradas,

Quis que aquilo fosse seu...e foi o fim!

 

Então se fez o que era certo e preciso

Este anjo foi expulso e o paraíso,

Ficou livre da ambição e do flagelo.

 

Mas o anjo criou o seu próprio mundo

E insiste...pra nós...a cada segundo,

Que andemos no seu mundo paralelo!

 

Jenario de Fátima

 

15/05/2006






(( 025 ))

ÚLTIMA MORADA

Jenário de Fátima

  

Olhando à noite no universo escuro,

As luzes que faíscam no infinito.

Vejo naquele brilho tão bonito

A paz que tanto anseio e que procuro.

 

Eu que sempre fui fraco, inseguro

Que por coisa qualquer tremo, me agito

Me sinto extasiado quando fito

A casa que me espera no futuro.

 

Ali não se haverá mais amarguras,

Por entre supernovas e quasares,

No topo de imensuráveis alturas

 

Buscando galáxias misteriosas,

Minh´alma voará céus estelares

Coberta pelo pó das nebulosas.



(( 026 ))


Jenário de Fátima

ONDE?

Onde que anda estes doces olhinhos?
Que passam além da terra, além do mar?
Como as gaivotas que procuram ninhos
Pra se acolher do frio, se abriga?

Por onde andam aquelas palavras soltas
Que nos falávamos quando o breu à noite
Trazia a treva silenciosamente envolta
Num manto negro que lembrava um açoite?

Onde será que estão aquelas horas?
Que nos serviam sempre de escoras
Pra solidão de nossas duas almas?

Talvez esteja num lugar guardadas
Só esperando que a doce alvorada
Nos apareçam numa manhã calma

Jenário de Fátima



(( 027 ))

CICATRIZES

 

Jenário de Fátima

 

 Componho músicas pra ninguém ouvir

Faço poemas que ninguém vai ler

Pinto aquarelas que ninguém vai ver

Conto piadas pra ninguém sorrir.

 

Minhas carícias ninguém vai sentir

Da minha angústia ninguém vai saber

Os meus soluços ninguém vai conter

Com meu arrolo ninguém vai dormir.

 

Mas não é egolatria isso que carrego

Nem são egoístas os meu olhos baços

Se a solidão agora me entrego.

 

É porque o medo me jogou sem laços

Pois do amor apenas só carrego

As cicatrizes de seus estilhaços.



(( 028 ))

ACALANTO


Jenário de Fátima

 

 Sonhei um sonho, e neste sonho havia.

Um algo assim de arrolo, de acalanto.

Um algo assim de êxtase e de encanto.

Era um enlevamento o que sentia.

 

Só que em meu sonho, eu não conseguia,

Saber de onde vinha aquele canto.

Por mais que eu procurasse no entanto,

A voz que o cantava se escondia.

 

Foi no acordar então que dei por mim.

Quando se sonha alguma coisa assim,

É a mão de Deus que em nos se faz sentir.

 

E ficou claro que não entendia.

A voz que ouvi era voz de Maria,

Cantarolando pra Jesus dormir.



(( 029 ))

VOLTA POR CIMA?

 

Jenário de Fátima

  

Tropeçar e cair... quebrar a cara...

Ir conhecer como é profundo o poço.

Se encher de mágoas até o pescoço,

Buscar uma luz que não mais se aclara.

 

A gente as vezes assim se depara,

Neste mundinho o qual chamamos nosso,

Em um momento que nada separa,

Aquilo que é razão, do que é destroço.

 

Mas dizem: levante, sacuda a poeira

Mostre sua garra ampla, verdadeira

Esqueça o caos, dê a volta por cima.

 

Mas alguns casos dói infelizmente,

Ver o quanto tudo é bem diferente...

Nem sempre a vida é samba, ou dá rima...



(( 030 ))

NUNCA MAIS 

JENÁRIO DE FÁTIMA
 





(( 031 ))

CONSTRUTOR DE SONHO

JENÁRIO DE FÁTIMA










(( 032 ))

FÁBULA 

  JENÁRIO DE FÁTIMA










                                               (( 033 ))

AMOR E ÓDIO 

JENÁRIO DE FÁTIMA










(( 034 ))

19/12/2020 PORTAL // AMIGOS


... NUNCA MAIS!...

Jenário de Fátima

O amor é sempre cheio de segredos.
Coberto de tão doce Fantasia.
Escorre as vezes pelos vãos dos dedos
quando prendê-lo era o o que se queria.

As vezes até parece algum brinquedo
destes que só duram por um dia.
E quase sempre tem um doce azedo
quando em mais frágeis ele se refugia.

Porém o amor em formas verdadeiras,
o qual se sonha todos os casais,
que vai além das regras costumeiras.

Das coisas tão comuns e tão normais,
este que vale pela vida inteira.
Só chega uma vez... E nunca mais!.


(( 035 ))

O AMOR É O MAIS BELO DOS SENTIMENTO

JENÁRIO DE FÁTIMA











(( 036 ))

O AMOR AS VEZES CHEGA DE MANSINHO

JENÁRIO DE FÁTIMA












(( 037 ))

PLANOS

JENÁRIO DE FÁTIMA




(( 038 ))

PRA REFLETIR

JENÁRIO DE FÁTIMA





(( 039 ))

QUANTA IMAGINAÇÃO


JENÁRIO DE FÁTIMA









(( 040 ))

SABENÇAS

JENÁRIO DE FÁTIMA






(( 041 ))


SAUDADE

JENÁRIO DE FÁTIMA


Jenário de Fátima 

SAUDADE

Porque será que a tal saudade existe?
Porque será que ela nos arrebata,
Nos tortura, castiga e nos maltrata,
Deixando a vida imensamente triste?

Onde será que nela tudo cabe?
Amigos, a infância, lugares vividos,
Momentos felizes que foram perdidos
Mas que estão num canto que só ela sabe?

No entanto saudade, a que mais devora,
É aquela que ao tédio a noite condena.
Nos lembrando alguém que já foi embora

Mas levou consigo um nosso pedaço.
Nos deixando Ali em meio a triste cena
Com sua foto presa em um forte abraço.






(( 042 ))

TANTO AMOR

JENÁRIO DE FÁTIMA









(( 043 ))


TANTA LUZ 


JENÁRIO DE FÁTIMA







(( 044 ))

(( 044 ))



Jenário de Fátima

VAZIO

Hoje o seu coração está assim vazio?
Me diz porque anjo, anda vai me diz...
O que te faz tão tristonha, infeliz
Qual avezinha em tempo de estio?

Hoje teu coração está assim vazio?
Será que foi alguma coisa que eu fiz?
Vou desenhar então no chão com giz
Dois braços pra abraçar-te neste frio.

Não deixe o seu coração ficar assim:
Há por certo um anjo, um querubim
Voando ao derredor e a sua volta

E outros anjos ainda virão por certo
Pra espantar o mal que ronda perto
E proteger-te numa grande escolta.






(( 045 ))

(( 045 ))

QUASE NADA


JENÁRIO DE FÁTIMA



15/03/2021 PORTA/ AMIGOS

Jenário de Fátima

QUASE NADA...

Do bem pouco que me resta
Quero dividir consigo.
Igual sol que numa fresta
Deixa luz nalgum abrigo.

A vida é sempre festa
Mas também te seus perigos
SE uma coisa não presta
E nos vem como castigo.

A gente tenta esquecer
Fecha os olhos pra não ver,
Segues em frente, vai além.

Pois um dia tudo finda
Importa é saber que ainda
Tem você que me quer bem...




(( 046 ))


MUTAÇÃO 


JENÁRIO DE FÁTIMA






(( 047 ))


COISAS SIMPLES


JENÁRIO DE FÁTIMA






(( 048 ))


ONDE ESTÁ? 


JENÁRIO DE FÁTIMA







CLONE 049







COM QUEM SONHAS? 050






COISAS DA PELE  051






COADJUVANTE  052







CERTEZA  053









CANÇÃO PRA DIZER  TE AMO   054








DOCE BRUXOS  055












( 056 )  ILUSÕES





( 57 )  MULHER MADURA









( 058 ) 



Jenário de Fátima

ME DIZ

Hoje o seu coração esta assim vazio?
Me diz anjo porque, anda vai me diz...
O que te faz tão tristonha , infeliz
Qual uma avezinha em tempo de estio?

Hoje teu coração anda meio vazio?
Sera que foi alguma coisa que eu fiz?
Vou desenhar então no chão com giz
Dois braços pra abraçar-te neste frio.

Não te entristeças e nem fique assim:
Há por decerto um anjo, um querubim
Voando junto a ti, em tua volta

E outros anjos inda virão por certo
Pra espantar o anjo que ronda perto
E proteger-te numa grande escolta.









( 059 )  NUANÇAS




( 60 )  GIRA MUNDO





( 061 )  FÁBULA









( 062 ) FIM DE CASO






(  063 )  VOLTA POR CIMA?






( 064 )

 AMOR É TUDO 



'
Jenário de Fátima
'
Como é que pode vidas sem amor?
Se amor é grão, é fruto, é semente?
Se é brilho, chama, claridade, é cor
E a razão de se seguir em frente?
'
Amar alguém não é fazer favor
Nem cobrar isso sempre a todo instante.
Amar é mais, é ter por aonde for
A impressão de que tudo é importante.
'
O amor corrige todos os enganos.
O amor perdoa todos os pecados.
O amor acalma a ira dos insanos.
'
Devolve à praia a nau dos degredados.
E Deus reserva sempre nos Seus planos
Lugar pros que amam sem ser amados.











( 065 ) AMOR ETERNO 





( 066 ) A FLOR DA PELE 





( 067 ) TORMENTA







( 068 ) GOTAS DE ESPERANÇA





( 069 )  AMOR É ESTRANHO 









( 070 ) AMOR EM ESTADO BRUTO







( 071)

MEL

 

Jenário de Fátima

 

 Vou roubar seu beijo, ora se vou!

Quero ficar com ele guardadinho...

Prá nestas horas que me achar sozinho

Lembrar do gosto com o qual me beijou.

 

Talvez até pareça, mas não sou

Alguém que viva sem o seu carinho

E vou ficando emburrado, de beicinho

Quando perto de tí não mais estou...

 

Este versos são simples, e dai?

Na mesma intenção que os escrevi

Também se faz crescer o meu desejo...

 

De ter de novo aquela coisa doce

Que quando eu provei julguei que fosse

Um mel vindo na lingua de teu beijo...

14 DE JANEIRO DE 2010



( 072 ) NUANÇAS







( 073 )  OUTROS MUNDOS


OUTROS MUNDOS 

Jenário de Fátima 

Só sei que o tempo passa, o tempo voa
O tempo é tão fugaz e não espera
é feito aquela planta da lagoa
que flora quando nem é primavera.

E o pobre coração que não perdoa
que fica preso a mágoa que ali gera,
desfaz-se, dilacera e esboroa
quais as paredes podres da tapera.

Por isso me abrace, esquece as mágoas
que o tempo corre  como corre as águas
que  conseguem passar vales profundos.

E sonha enquanto  ainda é permitido
já  que depois  então não faz sentido
não é  preciso sonhos noutros mundos.



( 074 )  OUTRAS VIDAS 






( 075 )  ( ONDE ANDAS KARLA JULIA?




( 076 )  

VOCÊ OLHANDO O MAR...




(( 077 ))

RIMANEJAR




(( 078 ))

SEGREDO





(( 079 ))

SINOPSE






(( 080 ))

SINA



(( 081 ))

SER LOUCO








(( 082 ))

SERÁ?




(( 084 ))

REFLEXÃO







(( 085 ))

VERSOS DE AMOR

Jenário de Fátima 

Porque será que alguns versos de amor,
Tocam-nos tão lá dentro, tão no fundo?
E nos faz viajar por um segundo
Nos rumos por onde o poema for?

Há versos que carregam tata cor,
e trazem um lirismo tão fecundo
que deles é que damos mais valor
as coisas mais singelas deste mundo.

Benditos os poetas delirantes
que fazem com que loucos e amantes
Descubram em tanto breu a claridade.

Eles são quais faróis que o navegante
Segui pelo menos num instante
Quando se torna a vida tempestade.



(( 086 ))

POR TI







(( 087 ))

CHEGA...CHEGA...CHEGA...





(( 088 ))


PELE DE CORDEIRO




(( 089 ))

SOU FEITO ASSIM, AQUELA AVE...






(( 090 ))

SONETO AO POETA





(( 091 ))

POETA LUA





(( 092 ))

POR QUANTAS E POR QUANTAS




(( 093 ))

POR CIÚMES ÁS VEZES NÓS...



(( 094 ))

O MEU CORAÇÃO É UM IMENSO...







(( 095 ))

O MEU ROSTO ESTÁ MANCHADO...











(( 096 ))

NO ANGELUS  DE CADA DIA










(( 097 ))






(( 098 ))

DOI-ME VER AQUELE CÃO ...



(( 099 ))

NO MEU TEMPO, MUITAS CRIANÇAS...






(( 100 ))

FOI PRECISO UMA PANDEMIA...


(( 101 ))

SIMPLESMENTE JENÁRIO...





(( 102 ))





(( 103 ))

ENTRE LUZ E SOMBRAS



(( 104 ))

O HOMEM





(( 105 ))

SONETO  AO POETA J. DE FÁTIMA




(( 106 ))

SONETO PARA O POETA JE. DE FÁTIMA



(( 107 ))

ENCONTRO




(( 108 ))

SINA - EU SOU A LUA




(( 109 ))

SONHO CONTIGO - COM QUEM SONHA?



(( 110 ))

SONHO



(( 111 ))

MEU SONHO



(( 112 ))

BEIJO DE AMOR ( GRACIELEIS ALVES )




(( 113 ))

O TEMPO






(( 114 ))


Jenário de Fátima 

TANTO AMOR

Porque te agita coração magoado?
E te estremeces assim deste jeito?...
Onde é que cabe tanto amor guardado
Neste tão frágil pequenino peito?

Porque te bates tão desesperado
Se pouco ou nada mais pode ser feito?
Se quem tu sonhas tanto do seu lado,
Já nem mais sabes quem és tu direito?

Oh! coraçãozinho insensato e tolo,
Entregue ao tempo o que te aflige agora.
Pense que ainda possa haver consolo,

Em qualquer coisa seja qual ela for,
Pense também que existe mundo afora
Quem queira um pouco do seu tanto amor.




(( 115 ))








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

(( O )) OK SÓ SONETOS JENÁRIO DE FÁTIMA

POEMAS : ( I ) JENÁRIO DE FÁTIMA

POEMAS : ( U ) JENÁRIO DE FÁTIMA